21set
Por: Brasil de Joelhos Postado: setembro 21, 2018 Em: Documentos, Recursos Comentários: 0

RESPONSABILIDADE DE VOTAR:

Somos chamados como brasileiros, com uma base de fé cristã bíblica, à aplicar a visão de Reino, quanto a participação na transformação da nação. Praticando os princípios fundamentais nas principais esferas de vida e da sociedade humana. Ao aplicarmos a visão bíblica de mundo, estas ideias terão consequências na área de governo e leis, e somente estes valores trarão a liberdade que buscamos como nação para viver nosso propósito.

Vamos fazer isso, respondendo ao chamado da Igreja para discipular as nações! Manifestando que sabemos intelectualmente e espiritualmente o poder da verdade para transformar as nações.

CRESCER, APRENDER E CULTIVAR O ESPIRITO RETO:

Na vida, algumas vezes ganhamos e algumas vezes aprendemos. Todo erro ou fracasso é uma chance de crescer e aprender, se entender isso, então você nunca irá perder – ou você ganha ou você aprende – ambos valem a pena.

Se tiver o espirito errado, no fracasso, se escolhermos culpar e arranjar desculpas, então nossos erros tornam-se culpa das outras pessoas. Ainda que um fracasso fosse culpa de outra pessoa, eu tomaria responsabilidade porque geralmente significa que tomei decisões que colocaram aquela pessoa em uma posição em que ela poderia me fazer fracassar.

NÃO CULPE OUTROS, SEJA RESPONSÁVEL:

Ao invés de dar aos outros o poder sobre seu sucesso ou fracasso, tome responsabilidade por sua vida.

Uma coisa é cometer erros, mas é muito diferente quando você comete o mesmo erro diversas vezes, simplesmente porque ainda não aprendeu. Tenha o espírito certo a respeito de erros e fracassos na área de cidadania e participação politica, pois Deus exalta o humilde de coração.

VIVER COM RESPONSABILIDADE NA PARTICIPAÇÃO POLITICA:

Tivemos novas eleições em algumas cidades brasileiras e demonstraram mais uma vez a atuação de uma das maiores mentalidade e sofisma no inconsciente coletivo do nosso povo, principalmente no meio cristão. As abstenções, votos brancos e nulos já estão chegando a 54%.

Vamos assumir a cidadania com responsabilidade e nos mobilizar e orar para destruirmos a atuação da mentalidade que alimenta a omissão na participação com o seu voto, isso coopera com o caos (potestade que destrói) ou continuaremos sendo governados pelo “espinheiro”.

NOSSA RESPONSABILIDADE NAS ELEIÇÕES:

Veja a seguir as lições da parábola de João:

No tempo dos juízes, Israel não tinha rei. Eles não eram organizados politicamente, nem socialmente como nação, mas viviam como tribos que cultivavam a terra e criavam rebanhos. Quando o Senhor chamou Gideão – um dos principais Juízes de Israel – para libertar os israelitas do jugo dos amalequitas, a primeira orientação que Deus deu a Gideão, foi que ele destruísse os ídolos da casa de seu pai, quebrando assim a influência e a herança que recebera de sua família. Gideão mostrou com isso que estava consciente do chamado do Senhor.

Após sua vitória contra os seus inimigos, os israelitas quiseram fazer de Gideão seu rei, mas ele não aceitou. Um de seus filhos chamado Abimeleque se apresentou desejando o cargo, para que não houvesse concorrentes, matou todos os seus irmãos. Um de seus irmãos, o mais novo, conseguiu escapar da matança. Seu nome era Jotão, o qual proferiu uma parábola para todo o Israel, advertindo‑o contra o reinado de seu cruel irmão Abimeleque. Juízes 9.8 ao 15.

Concluímos que hoje em dia, na Igreja, devemos cultivar a Oliveira, a Figueira e a Videira. Aquilo que elas representam espiritualmente, precisa reinar no nosso meio, trazendo assim a influência do Reino dos céus. Se elas não reinarem, o Espinheiro termina reinando, e quando isso acontece, tudo ao redor corre o risco de ser destruído.

O POVO E A OPORTUNIDADE DE PARTICIPAR DIRETAMENTE DO PLEITO:

O Brasil está às vésperas de uma eleição e os atuais governantes e parlamentares trabalham já em campanha em busca de reeleição e alguns não têm ficha limpa. Entretanto, a democracia deu ao povo a oportunidade de participar diretamente do pleito. Hoje, elegemos nossos pares, pois a Constituição assegura que todos são iguais perante a lei, não havendo distinção de cor, sexo ou religião. Dessa forma, todos nós que somos eleitores somos co-responsáveis pela área política, pois cabe aos cidadãos dizer sim ou não às propostas de cada candidato. Neste ano, todos os cidadãos, ricos e pobres, brancos e negros, cristãos e ateus, irão às urnas para eleger candidatos que vão dirigir os rumos da nossa nação.

Nesse contexto cabe uma reflexão sobre a Parábola de Jotão (Jz 9:8-15). Observemos: “A parábola de Jotão apresenta lições importantes sobre a ação do povo de Deus no contexto político. Logo depois de Abimeleque ter assassinado seus 69 irmãos, os habitantes de Siquém decidem proclamar o fratricida como seu rei. Jotão foi o único filho de Gideão a escapar com vida. E justamente durante a cerimônia de coroação, Jotão profere essa parábola profética contra o irmão e o povo, que além de patrocinar o mal, o exaltava publicamente” . Diante desta parábola, devemos refletir sobre a realidade política que o Brasil atravessa, tirando conclusões e assumindo novas posturas diante do pleito que se aproxima.

Quando os bons se omitem, os maus assumem o governar.

A parábola afirma que inúmeras árvores foram cogitadas para reinar: a oliveira, a figueira e a videira. Contudo, nenhuma delas quis assumir essa responsabilidade. Diante disso, não havia outra saída senão convidar o espinheiro para exercer tal função. Meu destaque aqui é para a responsabilidade pessoal, como principio a ser resgatado em meio a praga do individualismo global que destrói nações inteiras.

Se posicione para manifestar o Reino de Deus

Essa parábola ilustra que a presença de um mau governo, se deve a omissão daqueles que têm a essência do Reino e sua influência para fazer um bom governo.

É preciso deixar claro, que não acredito que a Igreja, como instituição, em aliança com o governo que trará a mudança, pois já temos  provas históricas do fracasso dessa ideia, mas a ideia de que um povo de Deus, de diferentes comunidades, enviado para o lugar de influência de governo e leis com chamado, vocação, propósito, atuando com a influência dos valores e princípios da fé cristã nas diversas áreas de atuação possíveis, significa a manifestação do filhos de Deus e seu reino hoje.

O nosso dever moral de fazer o bem

O apóstolo Tiago registra em sua carta: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg 4:17). Há muitas coisas simples a serem feitas para funcionamento do interesse público, por exemplo: que somente os que têm o Reino em si mesmo podem fazer, lembrando que há muitos que fazem isso e ainda não confessaram a fé cristã.

Chamados para preservar a influência do Reino dos céus

O Brasil tem sido governado por espinheiros porque as oliveiras, as figueiras e as videiras estão se omitindo. Eis o motivo pelo qual a nação padece diante da gestão de pessoas inescrupulosas, que estão interessadas unicamente no benefício próprio. A influência do Reino dos céus com sua Ética e moral, são conceitos que necessitam ser conhecidos e encarnados pela maioria de nossos servidores públicos, gestores, parlamentares no ambiente politico e de governo. Testemunhar, significa deixar disponível à luz, sem obrigar, nem forçar os que não a desejarem.

Lembrando que se não vigiarmos, até o povo de Deus pode trazer apostasia a sua terra de herança.

A Bíblia está repleta de exemplos de reis e príncipes que conduziram a nação de Israel à apostasia. Há uma verdade bíblica que nos lembramos agora:

O povo é o reflexo de sua liderança sacerdotal. Muitos cristãos estão à margem dos acontecimentos, alienados ao processo eleitoral e de uma boa cidadania no seu dia a dia. O cristianismo nominal ou uma fé morna, superficial, ou fria mesmo, é o sopro gélido da apostasia que devemos combater e resistir , buscando o fogo da presença do Espirito Santo. 

A Igreja brasileira, deve ser uma voz profética para bradar contra a impiedade de governantes, espinheiros, e a prostituição com esse sistema corrupto e seu mecanismo. Que em tempos de eleição, muitos púlpitos sejam transformados em verdadeiros plataformas para formação de cristãos responsáveis, com seu voto baseado em ensinos bíblicos sobre estes valores. E que somente candidatos preparados e justos sejam acolhidos por lideranças da Igreja, para que o rebanho conheça suas propostas em ocasiões especificas para isso.

A Igreja brasileira não deve apenas orar, mas sobretudo, ser uma Igreja consciente e transformadora que traz a influência do Reino dos céus! Carecemos na atualidade é do dom do discernimento espiritual. Vamos levantar homens e mulheres vocacionados para lutar pelos valores e princípios que a nação tem perdido. Nós podemos ser as árvores frondosas, como carvalhos de justiça de que o país precisa. Não podemos nos omitir, nem achar que todos os que exercem a política são espinhos!

Se os espinhos estão lá é porque as árvores como o carvalho de justiça se furtaram do seu papel.

Vamos trazer a influencia do Reino e Suas ideias em 2018:

NOVO ALICERCE fundado nos Valores do Reino- integridade, retidão, auto-responsabilidade, verdade, alegria, bondade, solidariedade, irmandade, perdão, justiça, paciência, obediência e submissão. Dias de construção de areia no passado. Querer a construção na ROCHA, mas assumir de forma responsável e diligente o PROCESSO de construção deste novo alicerce, uma vez que o original não foi conservado, mas ruído pela omissão e falta de compromisso do povo brasileiro e, em especial, da própria igreja.

O papel de sal da terra, que conserva os valores do Reino e chama o Reino para a terra e revela o sabor do Reino para as pessoas não é COBRADO/ESPERADO de qualquer um. Deus só tem expectativa em relação aos seus PRÓPRIOS FILHOS, HERDEIROS, que são templo do ESPÍRITO SANTO e, portanto, recebem do próprio Deus todo poder e capacidade para realizar a boa conservação dos talentos que lhe foram confiados. Não se pede de quem não tem entendimento, pq Deus é justo e perfeito.

É preciso estabelecer:

  • Integridade, Retidão e Auto-responsabilidade para todas as decisões e escolhas do povo brasileiro, política de tolerância zero com a corrupção;
  • Causas e ideias que devem ganhar lugar junto ao público. Criar uma agenda de valores do Reino no Brasil;
  • A defesa incansável pelos evangélicos  aos ideais bíblicos junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário;
  • As Cortes Superiores de Justiça- STF e STJ inclinadas aos valores do Reino e realizadora da Defesa da Sociedade;
  • A defesa da vida e da família;
  • Candidatos com DNA da mudança: submissão aos princípios do Reino;
  • Discipulando a nação na cultura do Reino: submissão, obediência, responsabilidade, respeito a verdade, prosperidade, abundância para o bem estar de muitos;
  • A economia alinhada ao propósito da nação;
  • O relacionamento do Israel;
  • Imigração e questão indígena de posse de terra como prioridade;
  • O clima, o meio ambiente e recursos naturais na perspectiva de servirem para a liberdade das nações.

O Reino de Deus produz liderança servidora

Para servir é preciso sacrificar-se, oferecendo-se a Deus cada dia; na visão de mundo humanista, para ser servido é preciso sacrificar os outros. Eis o motivo pelo qual muitos não querem servir, nem se transformar em benção na vida dos outros. Perceba que a Oliveira disse: “Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?” (v.9). Da mesma forma, a Figueira se esquivou: “Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores?” (v.11). Semelhantemente, a Videira apresentou sua justificativa: “Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens e iria pairar sobre vós” (v.13). Como se pode observar, o serviço exige abnegação e sacrifício, qualidades que nem todos estão dispostos a buscar.

As pessoas nem sempre estão interessadas em sair da sua zona de conforto para se envolver com as necessidades coletivas. Há uma inversão abrupta da função pública, pois aqueles que deveriam com o cargo servir o coletivo, utilizam o posto e suas prerrogativas para benefício próprio ou de grupos, o tal individualismo dominante, em detrimento da necessidade geral coletiva ou a opressão sobre a nação.

De acordo com a parábola, o rei deveria pairar sobre as demais árvores, dando proteção e sombra a elas.

A função do rei seria servir as demais árvores.

Contudo, ao ser empossado rei, o Espinheiro disse: “Vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano” (v. 15). Ou seja, aquele que deveria ser um instrumento de bênção, torna-se uma maldição. O Espinheiro subjugou as demais árvores e passou a oprimi-las.

Essa história é um retrato contemporâneo da política no Brasil. Basta ver e ouvir as propostas quando na propaganda eleitoral para vislumbrar que aquilo que se propõe é bem diferente da sua prática.

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