29set
Por: Brasil de Joelhos Postado: setembro 29, 2018 Em: Documentos, Recursos Comentários: 0

ATITUDES QUE REVELAM A INFLUÊNCIA DO REINO DE DEUS:
Quero chamar você para um compromisso em atitudes que revelam a influência do Reino dos céus, assumindo-os com relação às próximas eleições e além:

Primeira Atitude: ORAR
Ore pelos que estão investidos de autoridade e poder temporal!

O apóstolo Paulo fez a seguinte exortação ao seu filho na fé, Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda a piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador.” (I Tm 2:1-3).

Segunda Atitude: FORMAR / CONSCIENTIZAR AO SEU REDOR!
Dever de conscientizar quem não teve o privilégio de entender ainda o processo democrático.
A Igreja é devedora das pessoas vulneráveis que foram excluídas do processo educacional ou mesmo de terem livre acesso à informação e consciência crítica para saberem discernir quando estão sendo manipuladas.

A Confiança do Senhor era tanta nos SERVOS BRASILEIROS que Ele confiou os seus maiores talentos em nossas mãos. Uma terra abundante em riqueza foi confiada em nossas mãos. Terra boa para produzir, clima ideal, minérios, a riqueza única da biodiversidade amazônica, bacias hidrográficas, potencial turístico e criatividade das mentes. Mas que tipo de mordomos nós fomos se entregamos, ainda que POR OMISSÃO, o Brasil ser nas mãos dos ímpios.

Sim, somos responsáveis por isso, ainda que você busque insistir que não fez nada de errado, não se deixou corromper por nada, nunca deixou de pedir nota fiscal, nunca aceitou uma meia entrada não sendo estudante, nunca sonegou um percentual dos tributos, nunca pagou uma consulta/ou um serviço por um valor menor porque era sem recibo, sempre foi responsável e diligente na escolha de seus representantes… ainda que possamos dizer isso, isso não é suficiente para não deixar a nação ruir. É importante sermos embaixadores dos valores do Reino, aliás é assim que vivenciamos a nossa identidade de Filhos do Rei, vivendo quem nós somos, a identidade que nós temos, sendo verdadeiros, retos, honestos, bondosos, justos, alegres, generosos, pacientes, perdoadores, íntegros, criativos, diligentes e excelentes. Mas é importante fazer mais: é importante influenciar os demais a fazerem estas escolhas também e acreditarem que a podem fazer.

Em suma: você pode cumprir todos os mandamentos, você pode não fazer nada de errado e ainda não fazer nada certo. É o que revela Tiago 4:17: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando”. Não basta não fazer o mal, você foi capacitado abundantemente pelo Espirito Santo de Deus para fazer o bem ao seu redor, influenciar.

Com isso temos grande responsabilidade perante aqueles a quem não foi garantido o acesso à educação, às oportunidades de entendimento quanto aos papeis necessários para o exercício da democracia, enquanto conquista diária. A democracia não é um direito, é antes de tudo um dever que precisa ser exercido ou desaparecerá.

Você pode procurar fazer algum tipo de ação social (recuperação de espaço público, uma praça, horta comunitária, compartilhar uma sopa, um bolo, fazer rodas de leitura com crianças, montar oficinas para compartilhar algum talento – culinária sustentável, confecção de cadernos, costura, bordado, corte de cabelo e etc.) na comunidade e levar as reflexões sobre este tema nestas ocasiões:

  • A conscientização passa por assegurar, informar e dar segurança a pessoas mais vulneráveis e excluídas (ex.: 98 milhões de pessoas no Brasil ainda não tem acesso a internet em suas residências, só 57,8% dos domicílios brasileiros tem acesso a internet (IBGE). Exclusão digital deixa muitos alienados e submissos à informação recebida e não à verdade);
  • Assegurar que o voto é absolutamente sigiloso, de modo que ninguém precisa se preocupar se algum candidato ou partido irá verificar em quem você votou. Não há que se ter receio de que alguém vai verificar um compromisso que você tenha feito. O seu compromisso é com sua consciência e com Deus, soberano e onisciente. Ele sim vai saber e contar que você exerceu sua cidadania de forma diligente, honrosa e responsável ou não.
  • Conscientizar do verdadeiro preço e prejuízo suportado quando nos comprometemos com um candidato só porque supostamente ele nos ajudou na época da eleição ou comprou a sua dignidade, pagando por suas necessidades em troca de um voto.

É muito comum nas eleições brasileiras surgirem doações/benefícios de todas as formas perto das eleições: postes de luz, redes de esgoto, ônibus novos, estradas arrumadas, novos uniformes ou viaturas para policiais, cestas básicas, remédios, tanques de gasolina, materiais escolares, consultas médicas e dentista, etc.. e as pessoas por acharem que foram generosamente abençoadas se comprometem com o candidato que realizou tais doações/benefícios.

A cidadania é um dever antes de se tornar direito. Às vezes votar num candidato de benesses pré‐eleitorais é dar um cheque em branco para administrar o dinheiro público que é seu (por meio dos tributos embutidos em tudo que você compra e descontado do salário que você recebe) sem saber se esta pessoa terá seriedade e compromisso com a sociedade durante os 4 anos de mandato.

É importante explicar para as pessoas que elas pagam tributos em tudo que elas compram e que estes tributos são para custear serviços públicos essenciais como educação, saúde, segurança, transporte, saneamento básico, infraestrutura, etc… e que tudo isso portanto é direito conquistado através de deveres, um deles é pagar os tributos previstos em lei e a outraescolher com responsabilidade quem vai administrar aquele dinheiro nos 4 anos.

Ao simplesmente trocar o seu voto por uma benesse imediata de curto prazo (remédio, cesta básica, poste de luz) você estará abrindo mão de tudo aquilo para o qual você já pagou tributo para ter, aqueles serviços públicos de qualidade. Se você se compromete com um candidato desta forma sem saber a sua história de vida, sua dedicação e seriedade com o servir a sociedade, a sua competência e preparo vocacional para esta função, você está diretamente abrindo mão dos seus próprios direitos, abrindo mão de ter um hospital capaz de salvar a vida de um parente querido num acidente, de tratar uma doença séria e fatal, abrindo mão de uma educação de excelência para seus filhos, abrindo mão de viver em segurança, de ter um transporte descente.

Dever do voto responsável e consciente: É preciso explicar que cada individuo deve por conta própria, buscando ajuda de pessoas de confiança e desinteressadas na vitória de um candidato, para identificar verdadeiramente quem é o candidato e não acreditar nas estratégias de campanha.

Atenção para:

  • História de vida da pessoa (quem é na sua família, o que já fez de trabalho, o que já fez espontaneamente em prol do próximo e do coletivo), se é verdadeiro e honesto;
  • Se tem vocação para um cargo político; tem que ter mostrado ao longo da vida que é um gestor diligente e habilidoso no trato com as pessoas, bom embaixador dos valores do Reino;
  • Tem uma proposta real e bem estruturada de trabalho para o mandato… Não é mera propaganda para entregar o impossível;
  • Não ter sido envolvido em processos de desvio de recursos públicos e outros crimes.

Para isso existem alguns aplicativos que podem auxiliar a tirar estas dúvidas (abram os aplicativos e mostrem como numa rodada de conversa): Detector de Corrupção; Detector de Ficha de Políticos; Radar dos Candidatos; Quem me Representa; Alguns com apps para celular, e outros na internet no site www.eufiscal.org

Terceira Atitude: Comprometa-se com a integridade e honestidade!
A corrupção é uma conspiração contra Deus, contra a vida e o bem estar comum. Nossa raiz de fé nos supre com sua essência nos dando o conhecimento e o poder de viver o fato de que Deus é justo e não tolera nenhuma forma de injustiça, Ele também abomina a balança falsa e a medida enganosa. A escritura reprova aqueles que se enriquecem ilicitamente e os que aumentam suas riquezas usando a violência e a desonestidade. O Eterno requer e dá as condições favoráveis para a honestidade.

A Escritura diz em Salmos 51:6 – “Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faze-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma.”

A desonestidade causa dor e dura tanto quanto a ferida física. O mal banalizado pelo homem atual não pode ser aceito e sem refletirmos, falarmos publicamente e julgarmos. A escritura diz em Provérbios 25:18 – “Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo”. A sociedade precisa de uma estratégia de ação contra o mal, temos essa oportunidade geracional.

O Senhor não aprova desonestidade em transações de negócios. A Escritura diz em Provérbios 20:23 – “Pesos fraudulentos são abomináveis ao Senhor; e balanças enganosas não são boas.”

Como também em Provérbios 11:1 – “A balança enganosa é abominação para o Senhor; mas o peso justo é o seu prazer.” Uma economia como a nossa, precisa de honestidade para resistir a ruína, ela é um absoluto que sustenta a nação. O Eterno prefere que sejamos honestos, do que Lhe dêmos atos formais de adoração. A Bíblia diz em Provérbios 21:3 – “Fazer justiça e julgar com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifício.” Uma reflexão se faz sobre os cristãos que negam a honestidade, pois seus atos religiosos não são preferidos, nem aceitos por Deus.

Quando você tira o apoio de um vocacionado, aprovado, não o apoiando e dando o voto a um desaprovado, sem vocação para o serviço público, você está contrariando o princípio de Deus conforme Provérbios 14:21 – “O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem‐aventurado”.

Vamos renovar os representantes, colocando indivíduos com ética e suas regras para gerenciar o interesse publico, precisamos desse acordo coletivo para isso acontecer. É preciso que eu te diga o que é real e que talvez você não esteja vendo. Quando se elege um despreparado e injusto, eis que aquele que elegeu também é culpado pelos erros deste, assim como seus acertos.

Pv 29.2 – “Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme. “

As decisões e ações que trazem sofrimento ao povo geralmente são tomadas por agentes públicos sem os valores inspirados pela Escritura, já aqueles que mantém os valores para uso no coletivo tem o poder de produzir alegria nas cidades, conforme Pv 11.10 – “No bem dos justos, exulta a cidade; e, perecendo os ímpios, há júbilo.”; Pv 28.28 – “Quando os ímpios sobem, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.”

Temos outro exemplo na escritura conforme Pv 29.2 – “Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas, quando o ímpio domina, o povo suspira.”

Quarta Atitude: Dê preferência a candidatos aprovados e justos em todos os níveis!
Tal procedimento não se restringe a esta eleição e sim para uma participação política com dignidade e ética. A formação moral, ética e espiritual nos dá uma base de sustentação em raízes firmes e com isso podemos buscar melhores condições para servir à sociedade em qualquer área, inclusive na política.

Precisamos saber identificar as ilusões propostas para escravizar o povo e alimentar o povo com a verdade e seus valores. Conforme Jó 34.30 – “… para que o ímpio não reine, e não haja quem iluda o povo.”; 

Precisamos saber lidar com o poder temporal injusto e cruel com a ajuda de sua comunidade. Conforme Sl 71.4 “… Livra-me, Deus meu, da mão do ímpio, do poder do homem injusto e cruel.”;

Precisamos saber ouvir e resistir a ideias contrarias, como aquelas que justificam a impiedade e condenam o que é justo. Conforme Pv 17.15 “… O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro.”;

Precisamos saber refutar o que tira a liberdade, administrando o bem publico como se fosse empresa e tratando a população como cliente, e ao mesmo tempo não ser um refuta à ideia escravagista e a ferir de morte. Conforme Pv 28.15 “… Como leão bramidor, e urso faminto, assim é o ímpio que domina sobre um povo pobre.”;

Precisamos saber que mesmo argumentando e partilhando o que é justo, alguns sempre vão amar a injustiça, sabendo que eles tem a opção de escolher não querer estes valores e princípios e respeitá-los em suas escolhas. Conforme Is 26.10 – “… Ainda que se mostre favor ao ímpio, ele não aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniquidade, e não atenta para a majestade do Senhor.”

Há grande sofrimento para a Igreja, quando ela apoia e dá votos aos maus políticos, inclusive cristãos nominais fraudulentos, que quando eleitos não vão santificar o nome do Eterno Deus em seu mandato.

Quinta Atitude: Assuma um compromisso com a mudança.
Para que efetivamente haja mudança temos que comparecer as urnas. Mobilize sua família, comunidade e igreja para votar! A abstenção, voto em branco e nulo mantem o espirito do espinheiro. Lembre-se que omissão é pecado.

“Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti. Todo o Judá estava em pé diante do SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos. Então, veio o Espírito do SENHOR no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita, dos filhos de Asafe, e disse: Dai ouvidos, todo o Judá e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Josafá, ao que vos diz o SENHOR. Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Amanhã, descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz; encontrá-los-eis no fim do vale, defronte do deserto de Jeruel. Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o SENHOR vos dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR é convosco.” 2 Cr. 20:12-17

Moabitas e Amonitas se levantaram para destruir o povo de Deus. Uma geração incestuosa que se levanta contra o povo de Deus. Josafá não reuniu seu conselho de guerra para planejar uma estratégia militar de defesa. Ele teve medo e correu para Deus. Proclamou um jejum e todo o povo se arrependeu. Avivamento!

“Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá. Judá se congregou para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao SENHOR. Pôs-se Josafá em pé, na congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do pátio novo,” 2 Cr. 20:3-5

O rei pôs-se em pé na Casa do Senhor. Assumiu a sua posição. Teve uma atitude.

Os políticos que não conhecem a ética cristã e alguns que conhecem mas não observam seus princípios, acabam agradando diversos grupos políticos, religiosos, ou econômicos que existem, sem se importar com o que é certo ou errado, o que lhes interessa são votos e dinheiro em algum paraíso fiscal.

Nessa época pós moderna a existência é muito individualista, então o universo plural, que é propriamente o politico, perdeu o sentido. Os homens não estão nem um pouco interessados em trabalhar na construção de uma nação justa e muito menos preocupados com os absolutos de Deus e Seu propósito.

Estamos vendo serem aprovados nas casas legislativas, diversos projetos de impiedade, que destroem a vida e a família, que anulam o que Deus desenhou para o funcionamento da vida do homem e estabeleceu a favor da justiça. Nossa chamada é para resistir a isso e mudar na nossa área de influência fazendo-o como um testemunho do Deus que intervém na historia humana.

Por um Brasil rendido a Cristo!
Hudson Medeiros e Equipe Brasil de Joelhos

Trackback URL: http://brasildejoelhos.org/bj/carta-compromisso-4-5-eleicoes-2018/trackback/