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Por: Brasil de Joelhos Postado: fevereiro 26, 2020 Em: assuntos atuais, festas bíblicas, recursos Comentários: 0

A Festa das Sortes | Do pôr do Sol do dia 09 (Seg) até o por do sol do dia 10/Mar (ter)

De acordo com o calendário civil hebreu, todos os anos, no décimo segundo mês – que é Adar – nos dias 14 e 15, celebra-se a festa de Purim. No calendário greco-romano coincide entre os meses de fevereiro e março. Podemos encontrar os registros do grande livramento e o início de sua celebração no livro bíblico de Ester:

“Mardoqueu escreveu estas coisas, e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto, e aos de longe, ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de Adar, e o dia quinze do mesmo, todos os anos, como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem presentes uns aos outros, e dádivas aos pobres. E os judeus encarregaram-se de fazer o que já tinham começado, como também o que Mardoqueu lhes tinha escrito. Porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus, e tinha lançado Pur, isto é, a sorte, para os assolar e destruir. Mas, vindo isto perante o rei, mandou ele por cartas que o mau intento que Hamã formara contra os judeus, se tornasse sobre a sua cabeça; pelo que penduraram a ele e a seus filhos numa forca. Por isso àqueles dias chamam Purim, do nome Pur; assim também por causa de todas as palavras daquela carta, e do que viram sobre isso, e do que lhes tinha sucedido, confirmaram os judeus, e tomaram sobre si, e sobre a sua descendência, e sobre todos os que se achegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escrevera deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos. E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade, e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência. Então a rainha Ester, filha de Abiail, e Mardoqueu, o judeu, escreveram com toda autoridade uma segunda vez, para confirmar a carta a respeito de Purim. E mandaram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e verdade. Para confirmarem estes dias de Purim nos seus tempos determinados, como Mardoqueu, o judeu, e a rainha Ester lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua descendência, acerca do jejum e do seu clamor.” (Ester 9:20-31)

A palavra Purim, no hebraico vem da raiz de Pur, que significa sorte.

O inimigo do povo judeu lançou Pur para saber em que dia eles deveriam ser destruídos (13 de Adar), mas a mudança de sorte ocorreu e DEUS deu a estratégia de livramento para o povo com o contra decreto.

Embora esta festa não esteja estabelecida como estatuto perpétuo e solene, como as principais citadas em Levítico 23, ela pode ser celebrada de forma profética, não somente como um memorial do que o PAI fez ao libertar o povo judeu, mas do que Ele fez e faz por nós, nos livrando todos os dias dos planos e decretos do maligno!

“Pois nesses dias os judeus livraram-se dos seus inimigos, e nesse mês a sua tristeza tornou-se em alegria, e o seu pranto, num dia de festa.”  Ester 9:22

Os judeus se utilizam de culinárias específicas simbólicas, e de outros adereços para celebrar esta festa – mas não uma regra para o povo de DEUS celebrá-la – entendendo-se que o principal é o seu significado profético. Por isso, temos muitos motivos para celebrar o PURIM!

Ao nos contextualizarmos estudando este livro, percebemos que a lei medo-persa era severa e dizia que um decreto estabelecido pelo rei, após sua emissão, nem o próprio rei poderia desfazê-lo ou revogá-lo, e por trás deste contexto é que encontramos a trama de Hamã.
Hamã, como ministro e conselheiro do rei Assuero – era o segundo após o rei –, havia emitido um decreto sem o conhecimento total do rei, determinando que o povo judeu deveria ser exterminado da terra sem qualquer direito de defesa, sem saber que Ester também era judia.

Para compreendermos melhor, Hamã é citado no livro de Ester como agagita, e isso aponta para o fato de que Hamã era de descendência amalequita, pois Agague era rei dos amalequitas, daí deriva-se o termo agagita (1 Samuel 15:8). Anteriormente, o rei Saul havia sido incumbido de exterminar este povo por completo, mas desobedeceu ao SENHOR. Os amalequitas eram um povo nômade, e foram os primeiros a atacar Israel depois do Êxodo, em Refidim. Para se entender melhor a sua genealogia, Amaleque era o neto de Esaú fruto do adultério de Elifaz com Timna sua concubina (Gênesis 36:12).

Desde Esaú este ódio geracional (iniquidade) foi passado a Amaleque e dele de geração em geração, de forma cultural em meio ao povo amalequita. Essa iniquidade começou a visitar as futuras gerações (Ex 20:5-6) de forma que este povo se tornou totalmente alienado de DEUS a ponto de odiarem com ódio mortal os judeus. Todas as ocorrências de ataques dos amalequitas na Bíblia, sempre foram com tentativas de exterminar o povo de Deus. Com isso entendemos que o ódio de Hamã não era proveniente apenas pelo fato de que Mardoqueu não havia se prostrado diante dele, mas de todo este histórico geracional, que o levou não somente a querer punir um, mas todos os judeus de uma só vez.

Baseado neste entendimento, percebemos que não encontramos a ação espiritual de Amaleque somente no antissemitismo, ainda presente hoje em nosso meio, mas nos planos do maligno e seus decretos no intuito de destruir o povo de DEUS (Igreja).

Nesta estação você pode acessar estratégias para vencer o inimigo, através das revelações contidas no livro de Ester! Entenda o poder da intercessão, oração e jejum (Ester 4:16), a Igreja pode acessar a sala do trono e receber o favor do REI, com o Seu Cetro de justiça e frustrar os planos do inimigo! A IGREJA precisa entender que os decretos do REI são mais poderosos que os decretos do inimigo!

Como Ester (Igreja) separe um tempo de oração e jejum, após este período você pode declarar o Salmo 35.

Em Êxodo 17:14-16 e Deuteronômio 25:19, o SENHOR faz uma importante revelação ao Seu povo com um decreto contra Amaleque. Ele diz: “Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA. E disse: Porquanto jurou o SENHOR, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.” (Êx 17:14-16)

“Será, pois, que, quando o SENHOR teu Deus te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança, para possuí-la, então apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças.” (Dt 25:19)

Você pode celebrar esta festa com sua família declarando que o SENHOR é a sua bandeira!

Decrete o fim de uma estação de decretos de morte e se prepare para entrar numa nova estação de vida através do CORDEIRO de DEUS!!!

Laertes M. Ribeiro

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